Reflexões Melodramáticas ao Fim da Juventude

sexta-feira, 03/04/09

Eu, que jogado por terra
Tantas e tantas vezes
Tentei seguir o conselho do Velho:

E fui destruído, mas não derrotado;

E atirado aos leões por ser bom
E tornado homem ainda menino
E forçado a me matar a cada dia

E reergui-me, caindo em seguida;

Com a brancura de lençóis inocentes
Mantive o negror da tentação afastado
Enquanto diziam-me: “Salvou-te a alma”

E minhas idéias e ideais evanescem;

E se não escolhi meu nome
Tampouco o que fui ou virei a ser
(Ou serei a vir, ou verei a ir!)
A quem quer que passe, pergunto:

-Sabes quem és? E eu, quem sou?

E ando, sem esperar resposta.

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